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28/01/2009 - Estágio: a crise é outra

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Estágio: a crise é outra

Redução de vagas CIEE revela queda no número de contratações no fim de 2008; nova lei é apontada como causa

LIGIA SOTRATTI
Gazeta de Ribeirão


A oferta de estágio na região de Ribeirão Preto teve queda de 25% em novembro e outubro do ano passado em relação ao mesmo período de 2007. Os dados são do Centro Integração Empresa Escola (CIEE). De acordo com Roberto Filandra Filho, supervisor da regional do CIEE, o recuo foi provocado pela nova lei de estágio, que entrou em vigor em setembro, e não tem ligação com a crise financeira mundial, que começou em outubro. “Por não terem entendimento muito claro da lei, as empresas diminuíram a oferta de vagas”. Em dezembro, a diminuição chegou a 28% em relação ao mesmo período de 2007.

De acordo com o CIEE, o mês de janeiro é de retomada da oferta de vagas. Cerca de 700 contratações já foram feitas e, até o fim do mês, a expectativa é alcançar o mesmo número de janeiro de 2008 —cerca de mil contratos. “Mês de janeiro é de maior impacto devido a reposição natural dos contratos e pelo mercado.”

Para a empresa de Segmenta, que desenvolve produtos hospitalares, as expectativas são boas. “Estamos com processo seletivo aberto para a área comercial e temos previsão de mais contratações em 2009. O mercado está muito aquecido na área em que a empresa atua”, disse Wolney Alonso, diretor de marketing e vendas. No entanto, segundo ele, a lei de estágio não foi benéfica. “Ter duas horas a menos para que o estagiário possa aprender e crescer na companhia, sem dúvida, prejudicou um pouco na hora de fazermos a análise do estagiário.” De acordo com Alonso, práticas como pagar 13º salário e benefícios já eram adotados pela empresa.

Para Rafael Guariz Pinheiro, 23 anos, o estágio foi uma oportunidade para conseguir o primeiro emprego. Recém-formado em Ciência da Computação, em 2008 ele fez estágio em uma empresa de consultoria que, no início desse ano, efetivou o jovem. “Foi uma grande experiência para saber como funciona o mercado e em quantas áreas eu posso atuar.”

Jornada tem de se encaixar

A carga horária do estagiário será definida de acordo com as atividades escolares. No caso de estudantes de educação especial e dos anos finais da ensino fundamental passa a ser de quatro horas, a de alunos de ensino médio (regular e técnico) e ensino superior é de seis horas. O contrato pode durar até dois anos, sendo que o estagiário passa a ter direito a benefícios como férias remuneradas de 30 dias, bolsa-auxílio e vale-transporte —no caso de estágio obrigatório o auxílio e transporte é facultativo. (LS)

 Fonte:http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1617224&area=92020&authent=02769AEEC21740BBCF917552AEF9B0

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