As praças e canteiros da cidade ganham mais vida e cor através de investimentos do sertor privado

Em meio a diversos edifícios residenciais, prédios comerciais, casas e todos os tipos de construções, a população de Ribeirão Preto consegue encontrar pequenos refúgios para, mesmo inserida em uma grande cidade, aproveitar momentos de descanso e lazer próximos da natureza. As áreas verdes urbanas, como praças e canteiros que contornam importantes vias, contribuem para a preservação do meio ambiente, melhoram a qualidade de vida de quem frequenta o local, além de conferir um visual mais bonito e agradável ao município.
Alguns desses amplos espaços arborizados, com projetos arquitetônicos e paisagísticos bem elaborados, só existem por causa da parceria de sucesso firmada entre os setores público e privado. O Programa Verde Cidade, criado em 1998, prevê a colaboração de empresas dos mais variados ramos para a implantação, conservação, recuperação e manutenção de bens públicos de uso comum.
A Habiarte Barc, por exemplo, faz parte desse projeto. Atualmente, a construtora possui mais de dez pontos verdes sob sua responsabilidade. O trabalho de conservação, antes feito por uma empresa terceirizada, hoje é realizado por uma equipe própria, criada exclusivamente para dar manutenção a esses ambientes. Segundo Maria Luiza Barros, que cuida desse projeto na construtora, a medida resulta em economia de tempo e dinheiro, o que possibilita a adoção de mais áreas verdes. “Realmente acreditamos nessa ideia. Adotamos muitas praças e canteiros próximos aos empreendimentos da Habiarte Barc. Valorizamos nossos produtos elevando a beleza e a qualidade de vida ao seu redor. Investimos aproximadamente R0 mil por ano na manutenção dessas áreas. Ter o nosso nome ligado a um local que proporciona lazer, tranquilidade e segurança para a comunidade é muito positivo”, comenta. Além das adoções, a empresa construiu e doou para a cidade uma bela praça erguida em um terreno público com essa finalidade. O local, que fica na avenida Adolfo Bianco Molina, foi nomeado Praça Dr. André Rivalta de Barros, uma homenagem familiar. A construtora também se responsabilizou pela conservação do espaço. Maria Luiza afirma que os resultados das ações foram muito positivos e a receptividade por parte da população não poderia ter sido melhor.
Outra participante do Programa Verde Cidade é a Segmenta. O presidente da empresa, Omilton Visconde Júnior, revela que ingressou no projeto no ano passado, adotando uma praça de 16 mil m² na zona Sul da cidade. O local foi inaugurado em novembro de 2008, com o nome de Omilton Visconde, fundador da Segmenta e pai do presidente da empresa. “O terreno fica no meu caminho rotineiro. Quando passava por ele, via o quão abandonado estava e ficava imaginando o que poderia ser feito. Hoje, a situação é completamente diferente. Investimos cerca de R$ 600 mil na concepção arquitetônica e paisagística da praça, além de disponibilizarmos um funcionário para cuidar diariamente de cada detalhe. É gratificante ver como as pessoas desfrutam de bons momentos no ambiente que criamos e mantemos. O espaço agrada a todas as idades e é interessante para diversas finalidades, desde uma simples caminhada até divertidas brincadeiras no playground”, lista Omilton. O empresário ainda completa que a população precisa ter consciência de que todo o trabalho é realizado para garantir o bem-estar da comunidade e que o cuidado de todos é necessário para que a praça continue cumprindo esse papel. “São atitudes simples como jogar o lixo no lixo, não destruir os brinquedos e as plantas.
Precisamos do apoio de todos”, conclui o empresário.
Para o secretário do Meio Ambiente, Joaquim Rezende, o programa é de extrema importância para o município e, por isso, está temporariamente suspenso para algumas adequações. A intenção do governo é arrecadar fundos através de parcerias para manter uma empresa terceirizada que seria responsável pelo cuidado das áreas estipuladas no contrato. Os contratos em vigor continuam normalmente. Dos 300 termos de parceria registrados, 190 já estavam vencidos. “Estamos construindo uma nova postura municipal em relação a essa parceria, principalmente no que se refere aos canteiros.
Queremos que a cidade fique ainda mais bela e, para isso, prezamos pela unidade estética dos projetos paisagísticos”, explica o secretário. Joaquim ainda ressalta que as mudanças serão feitas de maneira gradual e bem planejada, trazendo benefícios para a Prefeitura, pois a cidade ficará mais bonita; para os empresários, que terão o nome de suas empresas vinculado a um ambiente ecologicamente correto; e para a população, que poderá usufruir desses espaços.
Atitudes como essa contribuem para combater uma estatística preocupante do município. Segundo um amplo estudo realizado entre 2002 e 2005 pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, a cidade possui 1.190 áreas verdes públicas e um índice de 4,4 m² de área verde por habitante. Esse número fica abaixo do que prevê a Lei Orgânica do município e a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), que pregam um índice de 15 m² de área verde por habitante.
Fonte: Revista Revide
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